sábado, 10 de dezembro de 2016

CARTUM DA TERRÍVEL CONJUNTURA


Benett.

HAJA TAXA DE SACRIFÍCIO


Mariano.

O FILME ÉVOLUTION


"Abandone a esperança aquele que por aqui entrar", sugere o filme Évolution

Por Wilson Ferreira (No blog Cinegnose)

Nesses sete anos de atividades do blog Cinema Secreto: Cinegnose, mapeamos até aqui algo em torno de 70 filmes gnósticos – excetuando-se aqueles com “sabor” gnóstico: filmes que exploram elementos alquímicos, cabalísticos ou esotéricos e herméticos, mas que ainda não se configuram como uma narrativa gnóstica completa.

Uma narrativa gnóstica necessariamente deve abordar os temas da conspiração, amnésia, paranoia e a ambivalência entre realidade e ficção. Sempre temos a ideia geral de um protagonista que vive em uma realidade aparentemente familiar mas que progressivamente começa a inspirar estranhamento e desconfiança. 

Até a realidade ser desconstruída e apresentar-se como uma ilusão ou um sistema metodicamente construído por alguém que não o ama e que objetiva aprisioná-lo para roubar do protagonista alguma propriedade especial ou qualidade.

Em nossa lista, 70% são produções norte-americanas. As produções europeias em torno de gêneros próximos às narrativas gnósticas (sci-fi, terror, thrillers ou dramas) sempre abordam o tema que denominamos como “humano, demasiado humano”: narrativas que versam sobre as fragilidades éticas, morais e existenciais do ser humano – seus dramas, erros e pecados.


Produções europeias como Évolution (2015, co-produção França, Bélgica e Espanha) são bem vindas para o Cinegnose como um filme gnóstico fora da curva do cinema daquele continente. 

Lembra bastante o filme O Homem Que Incomoda (2006) – uma narrativa que pode se passar tanto em um futuro distópico quanto em um presente situado num mundo alternativo – sobre o filme clique aqui. Dos filmes distópicos e opressivos dentro dos filmes gnósticos, Évolution é intrigante porque nunca chega ao puro medo, transitando entre o pesadelo e o devaneio poético com lindas imagens de uma ilha cercada por um mar translúcido repleto de algas, corais e estrelas do mar multicoloridas.

Mais ainda intrigante é que toda a verdade a respeito daquele lugar (habitado por mulheres estranhas e inexpressivas, uma instalação hospitalar com enfermeiras sem sobrancelhas que atendem meninos aparentemente filhos de mulheres numa ilha sem homens adultos) somente vem à tona visualmente. 

Isto é, todas as linhas de diálogo são mentirosas. Somente através do olhar das crianças e do olhar do próprio espectador para os belíssimos planos de câmera é que se descobrirá uma sinistra realidade por trás de um lugar tão paradisíaco.  

O Filme


Évolution nos apresenta uma aldeia à beira-mar povoada unicamente por meninos pré-adolescentes e suas mães, todas também na mesma faixa etária, pálidas e com rostos inexpressivos que parecem ter sido dos quadros do pintor holandês Vemeer – aliás, as referências pictóricas são uma constante no filme. Muitos planos de câmera do povoado nos fazem lembrar do surrealismo metafísico do pintor modernista Giorgio de Chirico, carregando os locais com uma atmosfera espectral e irreal.


Há uma espécie de hospital, uma grande instalação de concreto que domina a aldeia e para onde os meninos são enviados. Supostamente há alguma doença e os meninos são regularmente enviados a essa instalação para serem “curados”.

No meio da rotina na qual os meninos brincam à beira do mar e retornam para suas casas onde suas mães estão à espera com uma estranha refeição (um mingau escuro) acompanhado de um “remédio” dissolvido em um copo, uma das crianças chamada Nicolas encontra o corpo de outra criança no mar. 

A partir daí começam a crescer as suspeitas de que todos os seus amigos são alimentados com mentiras e que todas as crianças parecem estar sendo preparadas para algum destino não especificado e misterioso.

A relação de estranhamento com aquele mundo dominado por mães de uma beleza robótica cresce na medida em que Nicolas faz desenhos em seu pequeno caderno – ele desenha objetos e situações, experiências que Nicholas jamais poderia ter vivenciado naquela ilha: esboços de coisas como carros, playgrounds e uma mulher que talvez seja a sua verdadeira mãe.

Por que não há homens adultos naquele lugar? Por que todas as crianças têm a mesma faixa etária? Por que só meninos?

Cresce a suspeita de haver algum tipo de obsolescência sacrificial para esses jovens. Principalmente porque as enfermeiras e médicas do hospital passam o tempo assistindo a vídeos sobre partos por cesariana. Elas parecem querer aprender e desenvolver algum tipo de técnica cirúrgica.

Évolution tem um grande apelo visual. Cercado por uma exuberante natureza (algas verdes, estrelas do mar vermelhas, o azul translúcido do oceano e o contraste das casas com o céu), é paradoxal que em meio a tanta beleza cresça uma atmosfera macabra e antinatural.


Elementos gnósticos


O filme começa a desenrolar quatro elementos básicos em um filme gnóstico: o estranhamento (Nicolas parece não pertencer àquele lugar, e seus desenhos parecem demonstrar isso), a perda da memória (Nicolas tenta resgatá-las por meio do caderno de esboços, tenta lembrar de onde veio), ilusão (há uma construção deliberada da aparência de rotina e maternidade) e paranoia - há algo de artificial e antinatural no meio daquelas paisagens paradisíacas.

Por isso, na medida em que a narrativa se desenrola, a fotografia, cores, contrastes e sombras vão tornando-se mais sinistros, espectrais e fantasmagóricas. Todas aquelas solícitas mães parecem esconder não apenas um sinistro segredo – a ilha inteira parece ser um sistema criado para aprisionar aquelas crianças.

O espectador vai descobrindo esse mundo de Nicolas aos poucos, por incrementos sucessivos que vão montando um quebra-cabeças nos preparando para uma terrível revelação próxima. São poucas linhas de diálogos (quando ocorrem são apenas mentiras contadas pelas mães). Tudo apenas será revelado visualmente, principalmente nas sequências finais passadas no interior daquele misterioso hospital no qual todas as crianças são finalmente internadas.


O pós-humano – alerta de spoilers à frente

(Nota deste blog: spoiler: quando algum site ou alguém revela fatos a respeito do conteúdo de determinado livro, filme, série ou jogo. O termo vem do inglês, mais precisamente está relacionado ao verbo “To Spoil”, que significa estragar. Numa tradução livre, spoiler faz referência ao famoso termo “estraga-prazeres”).

Depois desses quatro elementos gnósticos expostos em Évolution (estranhamento, memória, ilusão e paranoia) a narrativa prepara o espectador para o quinto elemento: o que o sistema quer daquelas crianças prisioneiras?

Em Show de Truman, o gigantesco reality show queria do protagonista sua alegria e espontaneidade “para inspirar milhões”; em Matrix as máquinas queriam a energia vital humana para alimentar o sistema; em Vanilla Sky a empresa de criogenia extraia as memórias do protagonista. E em Évolution, toda a aldeia é um sistema de reprodução pós-humana baseado em clonagem no qual os corpos dos meninos são a matéria-prima fundamental.

Os meninos deverão carregar os fetos por um curto período, até serem extraídos em uma cirurgia, tornando as crianças obsoletas e necessariamente sacrificadas.

Quem são aquelas mulheres? Alienígenas anfíbios? Ou o próximo passo da evolução humana (como o título sugere) no sentido do chamado pós-humano, no qual todos os processos naturais serão subvertidos através da clonagem e manipulação genética?

  Acredito que essas leituras são periféricas ou superficiais. São apenas suportes para uma questão arquetípica que se conecta ao simbolismo gnóstico: o drama da adaptação do jovem a um mundo que, sabe, não lhe pertence. É o antigo ritual de passagem presente em todas as culturas no qual o jovem é marcado com ferro e fogo, lembrando o famoso aviso na entrada do Inferno na Divina Comédia de Dante Alighieri: “Abandone toda a esperança aquele que por aqui entrar”.

Ao contrário, com seu caderno de esboços, Nicolas quer resgatar as esperanças, relembrar algo que foi perdido e que estranhamente esqueceu – talvez aquele nojento mingau escuro tenha essa propriedade.

As distopias teens atuais como as franquias 'Divergente' ou 'Jogos Vorazes' estão explorando esses dramas de adaptação ao futuro mundo adulto na adolescência. Porém, seguindo os moldes clichês hollywoodianos de performance e retorno à ordem.

Ao contrário, em Évolution há a busca da gnose interior: a recuperação da lembrança daquilo que foi perdido. 

Dessa forma o enfoque gnóstico de Évolution didaticamente contrasta com o viés do “humano, demasiado humano”: o elemento humano não é a fonte dos erros e pecados – ao contrário, é naquilo que nos torna humanos (a memória) que devemos encontrar a redenção. 


Ficha Técnica

Título: Évolution
Diretor: Lucile Hadzihalilovic
Roteiro:  Lucile Hadzihalilovic, Alante Kavalte
Elenco:  Max Brebant, Roxane Duran, Julie-Marie Parmentier, Mathieu Goldfeld
Produção: Les Films du Worso, Noodles Production
Distribuição: IFC Midnight
Ano: 2015
País: França, Bélgica, Espanha

NAVE SEM RUMO


Jarbas.

ECOS DA IMPLOSÃO DO GUARDIÃO (ASPAS NO GUARDIÃO)


J Bosco.

SUPERSALÁRIOS NA ALÇA DE MIRA (AO MENOS EM TESE)


Relatório de projeto para acabar com salários acima do teto constitucional é aprovado

Do Jornal GGN
A Comissão Especial do Extrateto concluiu (ante)ontem um pacote de medidas para acabar com os supersalários, ou seja, aqueles que estão acima do teto constitucional, além de findar com o chamado efeito cascata. O documento (...) é de autoria da senadora Katia Abreu (PMDB). A ideia, contudo, pode perder a urgência após a crise entre Renan Calheiros e o Supremo Tribunal Federal. O presidente do Senado já mandou desacelerar a aprovação da lei de abuso de autoridade, por ser uma proposta que desagrada o Poder Judiciário.
Hoje, o teto constitucional está em torno de R$ 33,7 mil, mas a comissão identificou casos em que há funcionários públicos acumulando benefícios que chegam a R$ 100 mil. Por isso, Katia Abreu propôs 12 medidas para frear o extrateto.
Entre as medidas está a recomendação de três projetos de lei, a aprovação da PEC 62/2015 (que veda o efeito cascata) e sugestões aos Três Poderes e à Mesa do Senado com o objetivo de que o teto constitucional seja efetivamente cumprido. O texto está, no momento, pautado para ir à votação em plenário no dia 13 de dezembro e, se aprovado, seguirá para apreciação da Câmara dos Deputados.
Um dos projetos de lei sugerido visa regulamentar quais benefícios (como auxílios, gratificações e assistências) devem ser submetidos ao teto – ou seja, não podem ultrapassar o limite de R$ 33,7 mil – e quais podem ser computados acima disso, ou seja, são extrateto. 
O relatório considera benefícios extrateto somente aqueles que possuem caráter indenizatório, ou seja, não se incorporam à remuneração nem geram acréscimo patrimonial, como diárias e passagens; férias; abono de permanência; auxílio alimentação, entre outros.
Porém, ainda que sejam extrateto, alguns desses benefícios só serão concedidos se houver prestação de contas e comprovação da despesa. São eles o auxílio-moradia nos casos de mudança de residência por dever de ofício e o auxílio-funeral, quando concedido na forma de ressarcimento.
“O objetivo tem que ser claramente reembolsar o servidor de despesas efetuadas no exercício de suas atividades, e não aumentar seu salário”, explicou Kátia Abreu.
“Agora não há mais dúvida do que é teto e o do que é extrateto. Mas, para aqueles que acham que há injustiça, eu recomendo que se lembrem que, no Brasil, o salário mínimo é de R$ 880 reais. Isso sim é injustiça”, afirmou a senadora.
Todas as demais gratificações e benefícios concedidos sem comprovação de despesa devem obedecer ao limite salarial previsto na Constituição, como auxílio moradia; auxílio-educação; assistência médica e odontológica; verbas de representação e ajuda de custo. 
No caso específico do auxílio-moradia, ele poderá extrapolar o teto caso haja comprovação da despesa, ou seja, o servidor terá que apresentar mensalmente o pagamento do seu aluguel para receber o benefício em forma de indenização. A intenção é evitar que pessoas embolsem o auxílio mesmo tendo residência própria.
Também deverão entrar no teto o acúmulo de funções, que é quando o servidor exerce dois cargos públicos ou acumula, além da remuneração, aposentadoria ou pensão. A exceção, fundamentada na Constituição, é para juiz ou promotor que também atue como professor de instituição pública.
O relatório da senadora também propõe medidas para colocar fim à vinculação automática de salários, o chamado efeito cascata. Kátia Abreu apresentou uma emenda substitutiva à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 62/2015, de autoria da senadora Gleisi Hoffmann, que veda o efeito cascata em todos os Poderes.
De acordo com a proposta, o aumento salarial do Judiciário nos estados só poderá ocorrer caso a Assembleia Legislativa local aprove o reajuste em lei. A medida visa a desvincular as alterações salariais dos ministros do Supremo Tribunal Federal às remunerações dos demais juízes, prática que vem provocando rombo financeiro nos estados. (Aqui).

................
Em linhas gerais, parecem bons os resultados do trabalho realizado pela comissão moralizadora. A propósito, convém mencionar:

a) encontra-se até hoje encalhada no Congresso proposta (PL 3123/2015 - aqui) sobre ajuste dos salários ao exigido pela Constituição Federal, em seu artigo 37, apresentada pelo governo Dilma Rousseff em setembro de 2015 (nenhuma estranheza: o Brasil vivia, desde o início daquele ano, tempos de boicote, pela Câmara dos Deputados, a todas as iniciativas governamentais visando a eventual ajuste fiscal);

b) como resultado de 'acordos' recentemente propalados, não será surpresa se as medidas agora sugeridas também não se venham a materializar - o que significará que estavam equivocados todos aqueles que imaginaram, diante da 'absolvição' do senador Renan Calheiros pelo STF, que MP e Judiciário, celeiros de auferidores de supersalários, teriam sido derrotados em face do imbróglio. Muito pelo contrário. Veja-se, por exemplo, o triste fim da proposta de lei atualizada sobre abuso de poder. Ou seja, o 'acordão' (não confundir com acórdão) terá sido para valer.

Nota: Supondo-se que o famigerado auxílio-moradia, por um acaso do destino, resulte enquadrado, pergunta-se: Como ficarão os sortudos de várias categorias - MP, tribunais de contas etc... - contemplados com boladas milionárias decorrentes do pagamento retroativo do tal 'benefício'?

DA SÉRIE OS PRIVILEGIADOS


Leandro.

DA SÉRIE GOLS SUPREMOS


O dia em que um juiz de futebol fez um gol legítimo e outro dia em que juízes de um tribunal fizeram gol de mão

Por Washington Luiz de Araújo, no Bem Blogado

Ano de 1983, jogo Santos e Palmeiras na Vila Belmiro. Até os 46 minutos do segundo tempo, o Santos vencia por dois gols a um. Neste exato momento, o atacante Jorginho do Palmeiras, chuta com força, do “bico” da área, para o gol de Marola, mas a bola foi para fora. Ou melhor, ia para fora, mas bateu no árbitro José de Assis Aragão, traçou uma parábola e entrou no gol, para alegria dos palmeirenses e espanto dos santistas, eu, incluso. O árbitro, que neste caso estava na linha de fundo, ao lado da trave direita do goleiro, é considerado ponto neutro, portanto o gol foi legítimo. Neutros também deveriam ser os ministros do STF – Supremo Tribunal Federal, mas… José de Assis de Aragão chegou ao ponto de, um dia após ser “consagrado” como árbitro artilheiro, escrever e entregar uma carta de demissão à Federação Paulista de futebol. Não foi aceita. No entanto, os doutos do STF não demonstram nenhum sinal de arrependimento ou de se considerarem suspeitos em interferir, descabidamente, na vida política brasileira. Pelo contrário, já estão aquecidos para vestirem suas togas e entrarem pelo túnel para uma nova partida. Se precisar, podem até fazer mais um golzinho de mão…
Resumo do jogo: o presidente do Senado não aceitou liminar do ministro do STF, Marco Aurélio Mello, que o suspendia da presidência, por ser réu. O caso foi colocado, rapidamente, em votação e o  STF deu condição ao réu Renan Calheiros, mantendo-o como presidente do Senado Federal, mas, numa solução “jabuticaba”, tiraram do mesmo a prerrogativa que cabe a um presidente de Senado de ocupar cargo na linha da sucessão presidencial. Ou seja, Renan Calheiros não pode substituir o presidente da República, aquele que entrou no jogo não tendo condições legais para isso. Mas isso foi uma partida anterior neste campeonato de golpes.
Sobre a questão, o sociólogo Fábio Kerche escreveu: “Quando você precisar de um exemplo de que os dois lados estão errados, lembre-se do STF e Senado. O primeiro por não se dar ao respeito e querer protagonizar o cenário político, o segundo por não se dar ao respeito e aceitar os acordos mais espúrios para preservar os seus.” Ou seja, não tem santo nesse jogo.
Por sua vez, o jornalista Luis Nassif assinalou que Renan Calheiros foi beneficiado pelo STF “porque o presidente do Senado tinha nas mãos a definição da urgência da Lei do Abuso de Autoridades e dos salários acima do teto. Pela mesma razão que um transeunte bate o pé ante um poodle, mas não ante um pitbull. E também porque não queriam atrapalhar a tramitação da PEC 55 e da reforma da Previdência”.
Na súmula deste escabroso “espetáculo” poderemos, portanto, afirmar que estão mais preocupados com o “bicho” (antiga expressão para a premiação financeira de vitória no futebol) e salários do que com o respeito às regras institucionais, pouco preocupados com os possíveis prejuízos sofridos pela imensa e sofrida torcida brasileira.
Por que comparo futebol com o momento político brasileiro? Em 1983 ainda vivíamos sob a ditadura militar, embora esta estivesse no final de uma triste partida que acabaria somente em 1985. Mesmo assim, fomos buscar este exemplo, onde um juiz de futebol agiu dignamente, pois reconheceu a regra do jogo, mesmo tendo feito um inusitado gol.
Ele interferiu no resultado de um jogo de futebol, mas não permitindo um pênalti ilegal, nem um impedimento ou expulsando um craque sem justificativa, mas fazendo um gol nada intencional. Hoje, as instituições não agem de acordo com Constituição. Pelo contrário.
O STF, Legislativo e um Executivo que traz no topo um mandatário golpista, agem de acordo com as conveniências. Os três se embaralham, como se um árbitro de futebol, jogadores e cartolas jogassem a mesma partida. E haja balbúrdia, pois na transmissão dessa partida escandalosa está uma mídia que torce e distorce a favor desta promíscua equipe.
E o povo está do outro lado do campo, assistindo esta equipe de conluio decidir o seu futuro nada promissor. Alguns prevêem que o resultado será bem pior dos que os 7×1 contra a Alemanha; outros, não sabem o que está acontecendo nesse jogo, mas sabe que vai sobrar para ele no final e outra parcela, que pode pagar o ingresso, assiste de camarote, se considerando parte daquele time, comemorando os gols ilegais. Afinal, o importante é vencer. Infelizmente, não dá para falar como o antigo locutor esportivo Fiori Gigliotti, “fecham-se as cortinas e termina o espetáculo”, pois ainda estamos muito longe do crepúsculo deste jogo lamentável.
PS. Coincidência destes tempos movimentados, quando as redes sociais repercutem com precisão os acontecimentos. Um amigo envia pelo whatsapp: “Acabou de acontecer na final de um campeonato de futebol: juiz expulsa jogador de um time, mas ele se recusa a sair de campo e ingressa com recurso no STF. O tribunal decidiu que o atleta pode ficar em campo, mas não pode fazer gol. Coisas do futebol”. 
(Fonte original: AQUI).
O gol do árbitro José de Assis Aragão e a reação dos jogadores:

TEMPO TEMPO


Leo Villanova.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

A EMENDA INEXORÁVEL


"A mensagem em concreto escrita na arquitetura da Praça dos Três mostra uma Câmara  aberta ao infinito, irreverente e às vezes irresponsável como o próprio povo, em contrapartida de um Senado circunspecto, um tanto fechado em si mesmo e consciente de suas responsabilidades para com a República. Nunca essa metáfora produzida pelo gênio de Niemeyer se revelou tão visível como agora. A Câmara esgotou sua quota de irresponsabilidade ao aprovar a emenda 241, chamada do teto ou da morte. O Senado terá agora de dar sua quota de responsabilidade para salvar a Nação.
É incrível como estamos tão perto da redenção quanto do abismo mais profundo. Nas análises que tenho feito nas últimas semanas e meses procurei mostrar à saciedade que temos um caminho, sim, para a superação da crise econômica e política, longe de precisar de dar o passo definitivo para cair no abismo. Somos uma economia estruturalmente forte, com um estoque de capital razoável, quase 400 bilhões em reservas internacionais, inflação relativamente baixa, uma imensa folga na dívida para financiar o investimento público e uma disciplinada força de trabalho louca para trabalhar.
Entretanto, por pura ideologia, este governo nos empurra para o abismo, e agora pretende ter o salvo conduto do Senado para liquidar a República. Claro que não é uma ideologia descolada do real. É a ideologia do Estado mínimo, cujos proponentes querem entregar todos os serviços públicos hoje destinados aos pobres para exploração privada e como fonte de lucro para os picaretas do capitalismo interno e internacional. Já para atender aos interesses dos privilegiados, notadamente da banca privada, querem o Estado máximo, como é o caso dos generosos empréstimos do BNDES para PPPs.
A emenda 55 precisa de 33 senadores para ser rejeitada. Se Deus mandar ao Senado, como mandou a Sodoma, dois anjos para verificarem a tendência dos votos da Casa, não é impossível que encontrem número correspondente de homens bons para a rejeição. Mas nos preparemos. Caso esse número não se verifique, seja pelo voto presente, seja por abstenção, então a ira do Senhor pode se transformar numa bomba atômica ainda pior que a da Odebrecht, e a nós, inocentes, só resta fugir do Senado como Lot fugiu de Sodoma, para não sermos alcançados pela ira de Deus e do povo.
No Senado, como no Brasil, há de tudo. Há gente bem informada e consciente, há gente manipulada, há corruptos, há ingênuos, há inclusive homens sábios. Contudo, não é possível saber como, entre essas categorias, se distribui o corpo dos senadores. Daí minha aposta em que a emenda da morte pode ser rejeitada. Inclusive porque mesmo entre corruptos há um valor inegociável: a vida. E a aprovação da emenda 55 significa expor o Brasil inteiro ao risco de vida pelas convulsões sociais, os atentados políticos, a guerra civil e a ditadura. Tudo por conta da manipulação pela mídia de grande parte da população brasileira."



(De José Carlos de Assis, post intitulado "Nas mãos do Senado a regeneração da República" - Aqui.
"Daí minha aposta em que a emenda da morte pode ser rejeitada. Inclusive porque mesmo entre corruptos há um valor inegociável: a vida. E a aprovação da emenda 55 significa expor o Brasil inteiro ao risco de vida pelas convulsões sociais, os atentados políticos, a guerra civil e a ditadura. Tudo por conta da manipulação pela mídia de grande parte da população brasileira."
Certamente, certamente. A maioria, porém, está convicta dos méritos da medida. A esperança, lamentável dizê-lo, é vã).

49 ANOS DE TRABALHO...


Thiago.

CARTUM DO ENXOVALHO


J Bosco.

DEPOIS DO VENDAVAL


Sinovaldo.

ORQUESTRA SINFÔNICA DE TERESINA: A CANTATA GONZAGUIANA EM BRASÍLIA

                       João Cláudio: puro talento, navegando no universo Gonzagão

Harmonias impensáveis e inspiradoras

Por Ricardo de Faria Barros (Ricardim), em seu blog

A primeira vez que entrei num Centro de Tradições Gaúchas foi ontem à noite, aqui em Brasília, num show em homenagem a Luiz Gonzaga, patrocinado pela Acampi - Associação Cultural dos Amigos do Piauí. Sou paraibano e almoço num restaurante cujos donos e familiares são piauenses, foram eles quem me convidaram.
A Acampi esperava umas 400 pessoas, mas tiveram que improvisar mesas e cadeiras, pois esse público estimado triplicou.
No palco, a Orquestra Sinfônica de Teresina (OST), apresentando sua magistral Cantata Gonzaguiana.
A cada interpretação, podia sentir a emoção no ar. Entre asas brancas e léguas tiranas, aprendemos o valor de celebrar a vida, a arte do encontro, o valor da palavra, do humor e da ajuda fraterna
Somos assim, um povo falante e amigo.
Pelos participantes desfilavam formosas gaúchas e gaúchos, todos paramentados em seus trajes típicos, dando ao ambiente um toque de Brasil universal, sem muros ideológicos e preconceituosos, que estamos a precisar. Um Brasil singular, complexo e multicultural.
Isso é o que é chamado de respeito e valorização da riqueza de nosso povo.
Perto de nós chamou a atenção um casal que desfilava por entre mesas com um carrinho e bebê. Meu filho disse, pai, acho que estão sem mesa. E estavam.
Chamamos para nossa mesa, afastamos umas cadeias, bolsas, e os acolhemos. Ele é de Santa Maria-RS e ela de Teresina, o fllhote de 8 meses, o Artur, já é Brasiliense.
Na saída, fui premiado por eles com o raro DVD do show, já que ninguém sabia se tinha para vender e onde era. Creio que as cópias esgotaram-se logo, e por isso eles meio que "esconderam" a comercialização. Mas meu inquilino de mesa de bar fez um mimo e ao encontrá-los, trouxe um para ele e um para mim.
Após a canja, feita pelo primo do dono do restaurante em que almoço, Sr. Zé Nascimento, escuto vindo da mesa de trás um "Professor Ricardo".
Aí a festa foi completa, era um aluno da Faculdade Projeção, na qual lecionei no curso de Administração, por uns quatro anos e ali fui muito feliz.
Ele trouxe o clã interior do Piauí, tinha uns 20. E fez questão de apresentar-me a todos e todas, sempre com palavras elogiosas ao seu professor.
Quando o pai do Francildo Morais apertou minha mão perguntou-me: "Ele lhe deu muito trabalho?". Respondi sorrindo que sim, mas como era muito gente boa, o aprovei. Aí todos caíram na gargalhada.
Creio que isso é a maior riqueza de nosso povo, que em cada Estado tem suas próprias manifestações culturais, um patrimônio imaterial que precisa ser preservado e degustado por todos. Sem barreiras.
Após a cantata um dos organizadores veio em nossa mesa, aí fiquei sabendo que a Acampi trará outras manifestações culturais para o CTG Jayme Caetano Braun.
Que legal essa parceria Piauí e Rio Grande do Sul. Que legal um ajuntamento como o do casal em nossa mesa. Ele me disse que só não encara bode. Marquei -1 no meu caderno, mas o jeito carinhoso que ninava seu filho deu-lhe uma marcação de +11, ou seja, ele ficou no 10.
Posso conviver com quem não come bode, desde que saiba ninar o seu filho.
Era sobre isso que queria debulhar essas letrinhas contigo. Sobre a arte do encontro. De não ver o diferente como anormal.
De permitir-se conhecer e conectar valores culturais, que são a essência de um povo.
Eis que um frisson tomou conta de todos. Violinos, fagotes, violoncelos e uma sanfona chorosa, uma zabumba e um triângulo começaram a dialogar sobre Asas, e asas Brancas.
As pessoas se abraçavam, choravam, umas dançavam emocionadas. Aí cantor da cantata, o João abriu seu vozeirão, que mais pareceu um clone do Velho Lua, e ninguém aguentou.
Asa Branca é uma carta de amor, de Lula para Rosinha, seu amor de juventude, abortado pelo pai dela, poderoso fazendeiro que o ameaçou com a morte, caso não zarpasse dali. No último verso, Luiz Gonzaga se vinga do Coronel, dizendo eu voltarei:
"Quando o verde dos teus óio
Se espanhar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração."
E, sem querer, ele criou um tema que une povos do mundo tudo, que um dia tiveram que migrar de região, de amor, de trabalho, de si mesmos.
Ou seja, de quem se viu um dia longe de seu lugar, de seu amor, de seu infinito particular.
Aquela noite evoca em meu coração tanta emoção, tanta coisa boa sendo conectada, que fico pensando, por que tantas divisões?
Por que estamos ficando assim, um povo tão agressivo, tão separatista, tão besta, em seu próprio feudo ideológico, que mais se parece com uma fortaleza, intransponível?
A Acampi e o CTG; o Guilherme e a Márcia, os pais do Artur, provaram que a mistura é que torna o belo duradouro e sustentável.
E a Orquestra Sinfônica de Teresina selou essa convicção, mostrando em sons que a mistura nos torna melhores; afinal, no palco havia uns dez diferentes instrumentos, que numa harmonização impressionante criaram juntos um universo espetacular.
A isso chamo de humanização!

Clique aqui e saboreei um pouco do que relato acima.
Cantata Gonzaguiana - Orquestra Sinfônica de Teresina

....
A Orquestra Sinfônica de Teresina, dirigida pelo maestro Aurélio Melo, é um dos orgulhos do Piauí e do Nordeste. Além de brilhar como Gonzagão, João Cláudio Moreno, em outras oportunidades, dá show de bola como Caetano Veloso - e é também um consagrado comediante.

Ricardim é um querido amigo de longa data. Trabalhamos juntos no BB, na Paraíba, anos 90. Clique AQUI para conhecer o blog do Ricardim: Bode com farinha. 

PARTIU O ORBITAL JOHN GLENN

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John Glenn: primeiro astronauta americano a entrar em órbita da Terra - em 20.02.1962 -, para espanto do mundo, especialmente de certos pivetes de então...


Nate Beeler. (EUA).

O DIABO E AS DEZ MEDIDAS CONTRA A CORRUPÇÃO


O diabo e as dez medidas contra a corrupção

Por Leonardo Yarochewsky

Em nome de um ilusório combate ao crime, notadamente à corrupção, os que se julgam paladinos da justiça querem enfiar goela abaixo do Congresso Nacional e da sociedade medidas draconianas, autoritárias e fascistas que vão muito além do enganoso cabeçalho
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O diabo na rua, no meio do redemoinho” (Guimarães Rosa)
O Diabo[1] queria porque queria entrar na igreja, mas o padre, com toda razão, não permitia. Todo dia o Diabo, bem cedo, se colocava em frente à porta da igreja e insistia com o padre. Padre, dizia com uma doce voz o Diabo, posso entrar somente um pouquinho na igreja? O padre, experiente e conhecedor das manobras e artimanhas do Diabo, negava com veemência sua pretensão. Mas, o Diabo, como ele só, não desistia e, todos os dias, antes mesmo de o grande e suntuoso portão da igreja se abrir, já estava lá à espera do padre para renovar seu pedido. Padre – com humildade pedia o Diabo – posso entrar em sua bela igreja, somente por pouquíssimo tempo? O padre, mais firme do que nunca, com uma grande cruz ornamentando o peito dizia um sonoro não. Os anos se passaram e o Diabo não desistia, todo dia, mesma hora, na mesma igreja, com o mesmo padre, fazia o mesmo pedido.
Certo dia o Satanás, que até então não tinha alcançado seu objetivo, perguntou ao padre: – Padre eu posso entrar na igreja? O padre, já abatido pela idade e pela insistência do Demo, ainda bravamente resistia. Mas o Coisa Ruim não desiste fácil. Padre, com voz aveludada, indagava o Diabo, posso então só dar uma pequena olhadela na igreja, eu prometo que só coloco a ponta do meu nariz na sua sagrada igreja. O padre, querendo se livrar do Cão, já cansado do obstinado Demo, pensou: “somente a ponta do nariz não terá problema”. Então o padre concordando, porém sem antes deixar de alertar ao Diabo com voz poderosa e firme, segurando seu crucifixo, disse: – Está certo, vou lhe deixar olhar a igreja, por um único instante e você não poderá passar da “ponta do seu nariz”. Perfeitamente, disse o Diabo com um enigmático sorriso. O que fez então o Diabo? Entrou na igreja de costas, de modo que a ponta do seu nariz foi à última parte do corpo do Diabo a entrar na igreja.
Moral da estória: Não negocie jamais com o Diabo. Não transija com seus direitos. Se você abdicar de um direito fundamental, estará escancarando a porta para que outros direitos sejam violados.
As famigeradas “dez medidas contra corrupção”, inicialmente engendradas pelos procuradores da República da Operação Lava Jato, caso aprovadas como pretendem seus idealizadores, representarão um retrocesso no que tange às conquistas decorrentes do Estado democrático de direito. Em nome de um ilusório combate ao crime, notadamente à corrupção, aqueles que se julgam paladinos da justiça querem enfiar goela abaixo, do Congresso Nacional e da sociedade, medidas draconianas, autoritárias e fascistas que, apesar de terem abiscoitado cerca de dois milhões de assinaturas da sociedade sob o manto de “combate a corrupção”, vão muito além do que diz o enganoso cabeçalho.
Em relação ao habeas corpus – que os incautos procuradores buscam limitar[2] – não é demasiado lembrar que a origem do sagrado instituto data de 1215, quando da assinatura da Magna Carta na Inglaterra imposta ao despótico rei João Sem Terra pelos condes e barões, revoltados diante das arbitrariedades cometidas pelo monarca. Em nosso direito, o habeas corpusfoi introduzido ainda no Império pelo Código de Processo Criminal de 1832. Com o advento da República, a Constituição de 24 de fevereiro de 1891 elevou o habeas corpus à categoria de garantia constitucional. Na Constituição da República em vigor, nominada por Ulisses Guimarães como Constituição Cidadã, o habeas corpus está previsto no Título II que trata “Dos Direitos e Garantias Fundamentais”, em seu art. 5º, inc. LXVIII, que diz: “conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de pohabder”.
Na limitação do remédio heroico que representa o habeas corpus contra os abusos e arbitrariedades perpetrados pelos agentes do Estado verifica-se, mais do que nunca, o fascismo que conduz as propostas apresentadas pelos procuradores da República à sociedade como se fossem elas a panaceia contra a corrupção. Com certeza aqui tem o dedo do Coisa Ruim.
Em relação à validação de prova obtida ilicitamente, desde que seja de “boa-fé”,  como bem já lembrou o ministro Gilmar Mendes, seria a aceitação de uma prova ilegal capaz, até mesmo, de validar a tortura. Segundo o ministro, a citada proposta é uma “cretinice”.
Não é despiciendo advertir que a Constituição da República (CR) assegura que: “são inadmissíveis, no processo, as prova obtidas por meios ilícitos” (art. 5º, LV da CR); de igual modo o Código de Processo Penal em seu artigo 157 diz que: “são inadmissíveis, devendo ser desentranhadas do processo, as provas ilícitas, assim entendidas as obtidas em violação a normas constitucionais ou legais”.
A pretensão de limitar recursos da defesa, apontado indevidamente e indecorosamente – pelos criadores desse monstro que são as “dez medidas contra a corrupção” – de “brechas da lei” é mais um assalto ao direito sagrado de recorrer.
Outra aberração ignóbil é o chamado “teste de integridade de agentes públicos”. De acordo com a proposta, “os testes de integridade consistirão na simulação de situações sem o conhecimento do agente público, com o objetivo de testar sua conduta moral e predisposição para cometer ilícitos contra a Administração Pública”. É o próprio Diabo tentando os agentes públicos.
Restrição ao habeas corpus, limitação de recursos da defesateste de integridadeaumento das penasexecução provisória de pena e outros cerceamentos de direitos e garantias e outras medidas autoritárias e fascistas representam um assalto à Constituição da República e a própria derrocada do Estado democrático de direito.
O Congresso Nacional e a sociedade não podem negociar com o Diabo, não podem cair em tentação e nas artimanhas de Lúcifer. Hoje o Satanás lhe pede o dedo, amanhã a mão, depois o braço, quando perceber já não terá mais corpo.
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Notas
[1] Os exemplos de sinônimo de “Diabo” na obra de Guimarães Rosa: o Arrenegado, o Cão, o Cramulhão, o Indivíduo, o Galhardo, o Pé-de-Pato, o Sujo, o Homem, o Tisnado, o Coxo, o Temba, o Azarape, o Coisa Ruim, o Diá, o Dito Cujo, o Mafarro, o Pé-Preto, o Canho, o Duba-Dubá, o Rapaz, o Tristonho, o Não-Sei-Que-Diga,  O -Que-Nunca-Se-Ri, o Sem-Gracejos, o Muito-Sério, o Sempre-Sério, o  Austero, o Severo-Mor, o Romãozinho, o Rapaz,  Dião, Dianho, Diogo, o Pai-da-Mentira, o Pai-do-Mal, o Maligno, o Tendeiro, o Mafarro, o Manfarri, o Capeta, o Capiroto, o Das Trevas, o Pé-de-Pato, o Bode-Preto, o Morcego, o Xu, o Dê, o Dado, o Danado, o Danador, o Dia, o Diacho, o Rei-Diabo, Demonião, Barzabu, Lúcifer, Satanás, Satanazin, Satanão, o Dos-Fins, o Solto-Eu, o Outro, o Ele, o  O, o Oculto… e muito mais!Disponível em< http://institutodonome.blogspot.com.br/2011/05/os-nomes-do-demonio-na-obra-de.html
[2] § 1º A ordem de habeas corpus não será concedida:
I – de ofício, salvo quando for impetrado para evitar prisão manifestamente ilegal e implicar a soltura imediata do paciente;
II – em caráter liminar, salvo quando for impetrado para evitar prisão manifestamente ilegal e implicar a soltura imediata do paciente e ainda houver sido trasladado o inteiro teor dos autos ou este houver subido por empréstimo;
III – com supressão de instância;
IV – sem prévia requisição de informações ao promotor natural da instância de origem da ação penal, salvo quando for impetrado para evitar prisão manifestamente ilegal e implicar a soltura imediata do paciente;
V – para discutir nulidade, trancar investigação ou processo criminal em curso, salvo se o paciente estiver preso ou na iminência de o ser e o reconhecimento da nulidade ou da ilegalidade da decisão que deu causa à instauração de investigação ou de processo criminal tenha efeito direto e imediato no direito de ir e vir.

§2º O habeas corpus não poderá ser utilizado como sucedâneo de recurso, previsto ou não na lei processual penal.” (NR)
(Fonte: Jornal GGN - aqui).